"PARADINHAS" DE MENDES
CASA CIVIL DE MAURO MENDES VIROU ANTRO DE CORRUPÇÃO?
Na noite de quinta, 24, Wanderson foi preso em flagrante, na Casa Civil, pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP). O secretário tinha em seu poder R$ 20 mil. Em nota sem citar o nome de Wanderson, o Gaeco informa que a dinheirama seria propina paga por uma empresa favorecida numa licitação. Propina para favorecer licitáção é o tipo de crime que não é cometido isoladamente, pois o processo licitatório é submetido a vários setores e servidores. Por analogia é o mesmo que acontece com apreensão de drogas. Se prende o traficante, mas por trás dele há uma ramificação criminosa. A prisão é recente, e certamente o Gaeco esmiuçará esse que é o primeiro caso de corrupção explícita no coração do governo de Mauro Mendes – a poderosa Casa Civil, Outros secretários-adjuntos da Casa Civil: Carlos Brito de Lima, de Relações Políticas; Adjaime Ramos de Souza, de Relações com os Municípios; Laice Souza, de Comunicação; e Cesar Claudiomiro Viana de Brum, de Proteção e Defesa Civil; além do preso – todos coordenados pelo titular Mauro Carvalho Júnior.DESVIO DE GRANA NO GOVERNO MENDES
O secretário adjunto da Casa Civil, Wanderson Nogueira, preso na noite da quinta-feira (24) pelo Gaeco-MT com R$ 20 mil em propina, era ordenador de despesas de quatro pasta com status de secretarias de estado: da própria Casa Civil, do gabinete do governador Mauro Mendes (DEM), do Gabinete de Comunicação e até do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção. A nomeação ao cargo comissionado aconteceu em janeiro de 2019, depois da posse de Mauro Mendes como governador. Era Wanderson quem estava autorizado a “assinar empenhos e ordens de pagamento, homologar e adjudicar licitações, assinar balancetes, balanços, orçamentos e demais documentos contábeis, encaminhar documentos e responder solicitações relacionadas à execução orçamentária e financeira, por prazo indeterminado”. A nomeação de Wanderson para esta função, segundo o governo, foi estabelecida levando em conta “que o volume dos documentos técnicos gerados na execução orçamentária e financeira da despesa recomenda aplicar a técnica administrativa da desconcentração, impondo, por conseguinte, a necessidade de distribuir competências e definir responsabilidades a fim de tornar mais ágil e eficiente”.