Durante entrevista na última terça (21), após anunciar o secretariado, no Museu das Águas, Wilson não apenas defendeu o reajuste da passagem de ônibus, como deixou claro que não voltará atrás na decisão de reajustar a tarifa de água na Capital. Bruno GarciaNo começo do mês, uma semana depois de tomar posse no segundo mandato, o prefeito tucano deu um “presente de grego” aos cidadãos: um reajuste de 20% a mais pelo consumo de água. Por meio da Sanecap, Wilson tentou justificar o aumento alegando saldos negativos do caixa da empresa. A companhia de saneamento tem, hoje, uma dívida de R$ 78 milhões, resultante da má gestão administrativa no primeiro mandato do prefeito.
As empresas de transporte coletivo urbano pressionam a Prefeitura pelo aumento de R$ 2,05 para R$ 2,40 na passagem de ônibus. Wilson Santos anunciou que vai se reunir com os empresários do setor na semana que vem e deixou transparecer que o reajuste deve chegar a R$ 2,25. Para justificar o aumento, o prefeito já tem um discurso na ponta da língua: dirá que o óleo diesel subiu, assim como as tarifas de transportes. Na prática, o chefe do Executivo se mostra muito mais uma espécie de defensor dos empresários da área do que dos interesses da coletividade.
Não bastasse a defesa dos empresários, Wilson Santos se diz vítima de “perseguição política”, na medida em que atribui os movimentos de entidades representativas dos usuários de coletivo a candidatos a vereador derrotados na última eleição, numa suposta campanha deliberada para enfraquecer o Executivo Municipal.
Fonte diário newns

Teoricamente, o “leilão” de cargos na Prefeitura Municipal de Cuiabá deveria começar após o período de campanha, evitando “injustas” acusações eleitoreiras, mas na prática o prefeito reeleito, Wilson Santos (PSDB), começou a receber as “ofertas” já durante o período eleitoral. Amanhã (20), ao menos treze partidos estarão com as atenções voltadas para outro fato: o anuncio do novo secretariado de Wilson. Hoje, Wilson administra Cuiabá contanto com 14 secretarias que devem ser divididas entre as siglas que o ajudaram a se reeleger. A tarefa do tucano não é fácil, faltam vagas para a acomodação política e sobram candidatos. Além dos partidos aliados, Santos ainda precisa agradar amigos e pessoas que sempre estiveram presentes em sua carreira política. Com o impasse, o prefeito vê como uma “luz no fim do túnel” a criação de mais de três pastas: secretaria extraordinária de Regularização Fundiária, de Igualdade Racial e a secretaria de Desenvolvimento Urbano, que seria desmembrada da de Meio Ambiente. A criação de mais três secretarias envolve dois básicos problemas. Primeiro: mexe no bolso, gera mais ônus ao contribuinte. Segundo: as novas pastas ficarão sem estrutura, pois o orçamento para 2009 foi aprovado antes do manejo político praticado pelo prefeito. Em meias palavras, as novas secretarias existiram apenas no papel, sem condições, financeiras, de trabalhar em prol de Cuiabá. É neste ponto que as divergências aparecem com mais ênfase. Todas as 13 siglas se julgam importantes e não ficarão satisfeitas em ficar com pastas desprestigiadas. Na cotação do dia, coloca-se com certa a permanência de Ronaldo Taveira (PSDB), no Cuiabá-Prev, Josué de Souza (PDT), que ocupa a secretaria de Infra-estrutura, e Eliana Rondon, a frente da Sanecap. Mas o mercado de especulações, que permaneceu aberto durante muito tempo, está sendo fechado ainda hoje. O suplente de vereador pelo PP, Marcus Fabrício deve ficar com a Agência de Habitação, hoje ocupada por João Vieira, que vai assumir a Coordenadoria das Obras do PAC em Cuiabá. Ainda na cotação, os secretários, todos do PSDB, Luiz Soares (Saúde), Mário Olímpio (Cultura) Carlos Nascimento (Educação), Guilherme Mulher (Planejamento), devem continuar no “staff”, mas com a hipótese de remanejamento para outras áreas. É dada como certa a saída do atual secretário de Finanças, Zé do Nordeste, para a entrada de Mulher. Assim, o vice prefeito, Chico Galindo, assume a pasta de Planejamento. O primo de Santos, Osvaldo Sobrinho, pode assumir a secretaria de Governo, hoje sob Andelson Gil do Amaral. Na comunicação, o jornalista Maurélio Menezes deve continuar na pasta, da mesma forma que José Antônio Rosa, Procurador Geral do Município. Para a secretaria de Esportes, Lazer e Cidadania, ventila-se o nome do ex-vereador Aurélio Augusto.








O prefeito reeleito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), entrou com recurso no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso para esclarecer os itens que resultaram na recusa da prestação de contas de sua campanha eleitoral. A desaprovação das contas, como prevê a Lei 11.300/06 não impede a posse do prefeito, por isso Santos assumiu a prefeitura no início deste mês.


